Tendências que podemos aprender com os grandes centros | Veronese Empreendimentos Pessoais

Decoração

1 de julho de 2020

Tendências que podemos aprender com os grandes centros

Sustentabilidade e tecnologia guiam a maioria dos projetos de engenharia e arquitetura

Arte gráfica com um mapa para ilustrar o post.
(Imagem: Divulgação/Veronese)

Estar atento ao que cidades em crescimento têm feito é uma garantia de que seu empreendimento já está pronto para as novas formas de viver e pertencer à uma comunidade. Buscamos as tendências dos grandes centros em construção, execução e decoração a fim de te ajudar a entender o futuro do mercado imobiliário.

Tecnologia é a força motriz

A tecnologia veio para somar e ajudar muitas áreas que compõem uma sociedade. No ramo das construções, ela tem mudado, inclusive, a forma de pensar e executar. Afinal, um empreendimento, seja para moradia, lazer ou fins comerciais, deve ser construído para que sua estrutura dure pelo menos 50 anos, segundo a ABNT NBR (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Robótica

A robótica é base para quase todas as outras tecnologias. Ela auxilia principalmente as indústrias de manufatura, acelerando o tempo de execução e diminuindo o desperdício de materiais e erros na construção.

As impressoras 3D, por exemplo, têm a capacidade de criar materiais de construção no próprio canteiro de obras, com muita precisão, e de resolver problemas comuns, como o de logística. Assim como elas, blocos de cimento pré-fabricados são exemplo de tendência que usa a robótica.

Automação

Aliada à robótica, a automação oferta muitas possibilidades, desde o projeto até o uso do produto pelo consumidor final. O intuito dela é deixar que softwares e máquinas façam automaticamente, de maneira simples e rápida, um trabalho humano.

Nos grandes centros, ela tem sido usada em plataformas para gestão de obras e projetos, como o BIM (Building Information Modeling), para oferecer a realidade aumentada do prédio aos interessados, para agendar uma visita e conhecer um imóvel sem sair de casa, para gerar assinatura digital, entre outros. Até mesmo a estrutura para portarias remotas, já previstas no projeto de alguns empreendimentos, são exemplo disso.

Uma das tendências dos grandes centros mais procuradas é a smart home ou smart place.

Smart home ou smart place

Mesmo que o empreendimento não tenha suporte total para esta tecnologia, atualmente é possível ver um aumento no número de espaços automatizados. Qualquer lugar pode se tornar um smart place, basta contar com adaptadores com wifi, lâmpadas smart e controlá-los por um aplicativo ou robô, como a Alexa da Amazon.

Logo, uma das tendências dos grandes centros é projetar e já entregar um empreendimento todo smart para o consumidor, sem que ele tenha trabalho posterior ao transformar item por item da casa para ter uma smart home

Cidades e condomínios inteligentes

Essas tendências já começam a se relacionar com a sustentabilidade, já que visam a reutilização de água, controle e produção de energia, soluções para transporte e outros pontos que influenciam no aumento da qualidade de vida. Por exemplo, condomínios de alto padrão acompanham a tendência dos carros híbridos, por isso, já têm passado a incluir nos projetos a instalação de pontos de energia nas vagas de garagem.

O intuito é que as cidades e os condomínios inteligentes ofertem mais segurança ao usarem a biometria e o reconhecimento facial. Além disso, projetos futuristas têm apostado em sensores que geram dados para reconhecimento de padrões de uso dos empreendimentos, com a finalidade de aprimorar as tendências de construção e design.

Sustentabilidade é o futuro da humanidade

Aliada à tecnologia, a sustentabilidade é o caminho para garantir um futuro melhor para as próximas gerações, considerando os impactos causados pelo homem nos recursos que suportam a vida. Por isso, há alguns anos, já é comum vermos em projetos e construções, não só de grandes centros, o reaproveitamento da água, sensores de luz para diminuir o consumo de energia nos espaços comuns, assim como a produção de energia por meio de placas solares.

Dentre essas ações, duas tendências dos grandes centros no quesito sustentabilidade têm chamado a atenção: biomimética e lixo zero.

Biomimética

Tema de estudos recentes no exterior, a biomimética busca entender a capacidade que a natureza tem de se adaptar às circunstâncias impostas a ela e como isso pode ser usado na construção civil em situações que envolvam o projeto, a obra ou até mesmo a comunidade.

Por exemplo, o acidente na Usina Nuclear de Chernobil, na Ucrânia, aconteceu em 1986. Na época, a cidade inteira foi evacuada por conta da radiação, o que a torna inabitável até hoje, mais de 30 anos depois. Mas o que se tem percebido é que a natureza se adaptou e tornou Chernobil uma cidade refúgio para a vida de plantas e animais selvagens.

A biomimética interfere na construção civil ao passo que as tendências dos grandes centros é crescerem cada vez mais, seja verticalmente, com mais habitações, ou horizontalmente, com mais indústrias, logo com maior produção de gás carbônico por m², tornando o ar impróprio. Em meio a este cenário, por exemplo, são escolhidas plantas com maior capacidade de produção de oxigênio para os jardins ou espaços verdes desde o projeto, para garantir um ar de mais qualidade para o entorno do empreendimento.

Lixo zero

Quanto maior o empreendimento, maior a quantidade de resíduos e materiais descartados. Assim, empresas sustentáveis têm nascido com o propósito de transformar este lixo gerado pelas construções em revestimentos e concretos.

A Casacor, revista e responsável pelo maior evento de mostra de arquitetura, decoração e paisagismo das Américas, também têm incentivado os profissionais a se preocuparem com o lixo gerado e utilizarem a tecnologia para promover soluções a fim de diminuir os impactos ao meio ambiente antes mesmo de o projeto sair do papel. É o que diz a ABCasa (Associação Brasileira de Artigos para Casa, Decoração, Presentes, Utilidades Domésticas, Festas e Flores).

Popular versus luxo

Quem casa quer casa, e depois de um bom tempo quer um upgrade, não é mesmo? Essa afirmativa representa muito bem a situação do mercado imobiliário brasileiro.

Os imóveis populares têm mantido o mercado aquecido há pelo menos quatro anos, inclusive durante crise. O Estadão apurou que, em 2018, 32,8 mil novos apartamentos chegaram ao mercado imobiliário, e que, destes, 44% (14,4 mil) são imóveis econômicos com preços até R$ 240 mil.

Ao mesmo tempo, a tendência é que tenha um crescimento na taxa de procura por apartamentos de alto padrão, assim como em 2018, em que os imóveis com valor igual ou superior a R$ 1,5 milhão tiveram alta de 123% nas vendas, segundo o Estadão.

Em entrevista ao Loft, o economista Nelson Parisi Júnior explicou que “ famílias de alta renda, que antes tinham seu patrimônio investido em renda fixa a uma Selic de dois dígitos, já veem no ativo imobiliário uma forma melhor de rentabilizar e valorizar seu capital”.

Cada m² importa

Há quem prefira muito espaço, há quem goste de ter somente o essencial e há quem opte pela praticidade acima de tudo. Foi pensando nestes três estilos de vida que nasceu uma das mais fortes tendências dos grandes centros: os empreendimentos mistos.

Edifício misto

Com uma promessa que une tecnologia, sustentabilidade, colaboração e praticidade, as unidades de um edifício híbrido costumam ser compostas por apartamentos e salas compactos, os chamados studios (clique aqui para conhecer). A ideia é que o consumidor que queira mais espaço tenha a liberdade para comprar mais de um studio e transformá-lo em um único ambiente personalizado, segundo as suas necessidades.

Geralmente, os prédios mistos costumam ter a área residencial separada da comercial, e são mais vantajosos. Por exemplo, os moradores não precisam pegar transporte e perder tempo no trânsito para ir ao trabalho, alguns custos diminuem, e o compartilhamento de espaços promove sustentabilidade e conectividade.

Apartamento tipo studio e self storage

Os apartamentos compactos são a escolha perfeita para quem gosta de ter em casa o essencial. Por isso, também surge outra tendência: espaços para armazenamento. O famoso “quartinho da bagunça” ganhou nome chique e fica fora de casa.

O que os consumidores usavam bem esporadicamente costumava ficar parado em algum canto da casa. Pensando no aproveitamento total do espaço, os novos empreendimentos passaram a oferecer um self storage na garagem. E este item nada mais é que um guarda volumes para depositar ferramentas, álbuns antigos de fotografia ou o que a necessidade exigir.

Decoração em função das mudanças pessoais

A decoração diz muito sobre uma pessoa, principalmente sobre suas referências e como elas se relacionam com gostos pessoais. Por isso, trouxemos duas decorações que são tendências dos grandes centros para ficar de olho.

Espaços abertos

O conceito chamado de open space, permite mudanças sempre que o morador sentir necessidade, sem precisar se preocupar com paredes. Além de garantir um imóvel visualmente maior.

Casa com open space, uma das tendências dos grandes centros.
A Hilltop House fica no topo de uma encosta dentro da escarpa do Niágara, em Ontário, no Canadá. O design que trabalha bem a ideia do open space é assinado pelo duo canadense Akb Architects. (Imagem: Reprodução/@shaigilfoto)

O ponto de encontro do design minimalista com o rústico

Tendência há algum tempo, o design minimalista tem conquistado cada vez mais adeptos das cores branco e cinza combinadas a itens de estilo industrial. O que se tem visto é que o design rústico sustentável também tem aparecido em meio aos designs mais sutis. Por conta da alta procura pelos brechós de móveis antigos, o estilo também se relaciona com a sustentabilidade.

Banheiro com decoração rústica e minimalista de estilo industrial.
Banheiro de hóspedes com pintura em gesso mineral feita pela alemã e mestre em pintura, Ursula Kohlmann, da VerWANDlung. (Imagem: Reprodução/@farbefreudeleben)

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